quarta-feira, 22 de junho de 2016

MEDEA (I)MATERIAL

A estréia do espetáculo Medea (I)Material, montado pelo Quântica Teatro Laboratório, foi em 29 de maio de 2016, no Centro Cultural de Mogi das Cruzes, dentro da programação do IV Festival de Arte Popular do Alto Tietê.

"A escolha pela montagem de "Medea (I)material", segundo Nicoliche, "representa também uma imersão cíclica às origens da formação do grupo Quântica Teatro Laboratório(...) 2016, ano em que o grupo completa 12 anos, o autor (Heiner Muller), é mais uma vez responsável, por inspirar e desafiar o trabalho do grupo"


Segue link do vídeo da estréia deste espetáculo:  Apresentação de MEDEA (I)MATERIAL

terça-feira, 26 de maio de 2015

Mostra de Artes Cênicas de Mogi das Cruzes atraiu mais de 2 mil pessoas



Foram 11 peças e três atividades, de 8 a 24 de maio, com média de público de 170 pessoas por espetáculo
A primeira Mostra de Artes Cênicas de Mogi das Cruzes atraiu 2.150 pessoas durante as apresentações entre os dias 8 e 24 de maio. O festival foi promovido pela Associação Cultural Quântica Laboratório de Arte Contemporânea por meio do Proac-Festivais (Programa de Ação Cultural) do Governo do Estado. A média de público nos 11 espetáculos e três atividades teatrais foi de 170 pessoas por apresentação.
“É um número que nos deixa bastante satisfeitos, principalmente porque é um público espontâneo, que não é nem de artistas, nem de amigos e, sim, um público comum que viu e se interessou pelo evento. Esse foi o maior ganho. Também tivemos uma polaridade na plateia, desde adolescentes a casais mais velhos que foram assistir aos espetáculos e saíram contentes com o que viram. A qualidade do que foi trazido foi determinante para que quem viu uma vez voltasse ao teatro. Foi um evento bem planejado nas escolhas dos espetáculos e isso atraiu as pessoas, que querem ver coisas bacanas”, explica Priscila Nicoliche, diretora do Grupo Quântica.
Com atrações variadas, da comédia ao drama, inclusive em dias da semana, a Mostra de Artes Cênicas de Mogi das Cruzes cativou o público e superou a expectativa da organização do festival. “Foi surpreendente para nós ver o teatro cheio em uma segunda-feira, que é considerado um dos piores dias. Foi um público que não esperávamos, com 170 pessoas (‘Vai te catar’)”, adverte Priscila.
As companhias que se apresentaram durante a Mostra também se surpreenderam com a média de público e com a qualidade e estrutura encontradas na cidade para produzirem os espetáculos. “Elas tiveram uma surpresa quando chegaram no Theatro Vasques e viram que hoje ele está muito bem equipado, com muita estrutura de equipamento, de pessoal. Isso deu conforto às companhias que não precisaram modificar a apresentação porque não tinham equipamentos”, ressalta a diretora, que ouviu de muitas delas que a cidade pode ser incluída em futuras apresentações desses grupos. “Eles viram que tem um teatro bacana, com um público que acolhe muito bem as apresentações. Tem gente que quer voltar e incluir Mogi em futuros projetos. Isso foi muito legal.”
Próxima Mostra
O grupo já estuda a realização da próxima Mostra de Artes Cênicas de Mogi das Cruzes em 2016. A ideia, segundo Priscila, é tentar incluir o projeto na Lei Rouanet para deixá-lo maior e trabalhar com o dobro do orçamento. “Aumentaríamos o número de espetáculos e também abriríamos para companhias que estão utilizando novas tecnologias, como projetores 3D, e isso demandaria mais recursos.”

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Conceito: Experimentação de Linguagens, Cenas de Fronteira e Nova Dramaturgia


Se a vida, na entrada deste milênio, é suficientemente complexa para ultrapassar as amarras dos discursos estáveis, amplificando transitoriedade e instabilidade ao real na mesma medida em que novas perspectivas se abrem para focar (ou mesmo desfocar, se esta for a premissa política a ser sustentada) a percepção do mundo por ângulos antes impensáveis, é porque a condição histórica que nos rodeia assim o exige.
É urgente que, diante de tantas incertezas a que somos submetidos por todos os lados, as (antes) ditas certezas sejam revistas e observadas por cotejamento crítico, visando formular modos mais precisos para lidar com a sensibilidade do sujeito que está sendo permanentemente construído na contemporaneidade.
A Arte (e não o entretenimento!) tem, diante deste panorama, um papel estratégico e crucial. Cartografar o presente pelo crivo das dimensões artísticas pode servir como um termômetro poderoso para dar vazão ou até dilatar processos de reelaboração das leituras dos significados no presente em que nos tocou viver.
Conforme o próprio real se relativiza, volatiliza, virtualiza ou mesmo se reconstrói por dinâmicas alternativas em relação às normatizações da vida social convencionada, as antenas artísticas posicionadas em regiões nevrálgicas podem captar desejos, caminhos, novos horizontes para o dimensionamento daquilo que se pode considerar concreto, objetivo, verdadeiro.
As mestiçagens praticadas em todos os âmbitos da Arte atual (aquela com A maiúsculo, que fique claro) são resultantes desta inquietude. Até mesmo as premissas de base que, por séculos, foram consideradas canônicas nos discursos a respeito da Arte, podem hoje ser relidas ou negadas por parâmetros de sensibilidade até há pouco desconhecidos.
Não é raro notar que um espectador incauto, diante desta vertigem, por vezes se pergunte se “isso é arte?”, se “aquilo faz sentido?” ou se “há necessidade neste gesto?”. Estas são perguntas simples que precisam de respostas complexas – e quase nunca sustentadas pelo senso comum.
E deriva da importância fulcral destas questões a objetiva necessidade de que não se tornem aceitáveis quaisquer dissoluções – pode-se tudo, mas tudo não é qualquer coisa. A responsabilidade do artista contemporâneo erige-se como fundamento ético imprescindível.
E a Estética (aquele ramo da Filosofia que se preocupa com a estesia, fenômeno que se opõe à anestesia) oferece alguns instrumentos para mergulhar em cada projeto e, de dentro de seus próprios paradigmas, extrair possíveis campos analíticos. Evidentemente, Ética e Estética passam a ser dois territórios interrelacionais, ou ainda interdependentes. E se é do interior de cada projeto que se pode avaliar suas potencialidades, cada fenômeno há que produzir sua própria concepção teórica.
Por esta razão, o olhar sobre o processo passa a ter tanta importância quanto a verificação de resultados. Ensaios abertos, workshops, cenas inacabadas, encontros e palestras, compartilhamentos de diversos tipos tornam-se instrumentos para a averiguação dos caminhos, das buscas e de suas respectivas abordagens poéticas.
Longe das retóricas vazias e demagógicas, será descabida, portanto, qualquer forma pré-concebida de resposta que se articule a partir de uma instância exterior à própria experiência que ali se propõe como Arte. Os mecanismos previamente conhecidos e utilizados na formulação de discursos estáveis sobre o Belo certamente derraparão na reinvenção da Beleza que ora se opera como ato incontornável.
No território do Teatro, particularmente, hibridações diversas, mais ou menos estéreis, vêm sendo testadas com veemência, por artistas radicais que procuram reencontrar um lugar crítico para o fazer teatral – para muito além das fronteiras impositivas das formulações dramáticas, hoje já completamente abarcadas pelas conservadoras correntes de sensibilidade que as desgastaram ao limite.
Isso não se significa que não haja mais espaço para o Drama. Mas seu lugar, isso é evidente, está em xeque. Seja através das já quase centenárias formulações brechtianas a respeito do épico na cena, seja por uma busca por radicais desfronteirizações entre Arte e Vida (como resultante das proposições das Vanguardas Europeias do início do Século XX), seja por qualquer outro questionamento de teor Lírico (o vigor da Dança-Teatro, por exemplo, ou das dramaturgias avessas a quaisquer esteios oriundos do Drama Moderno), o Teatro Contemporâneo forja-se pela capacidade de ruptura em relação aos parâmetros convencionais que, historicamente, estiveram em sua base retórica.
A Dramaturgia Contemporânea constitui-se, assim, como um laboratório em que as experimentações, em uma pletora de possibilidades formais, abre espaço para o redimensionamento da escritura da cena. A novíssima dramaturgia brasileira, em 2015, conta com diversos centros de estudos e mesmo escolas formais para sua produção e posterior dissecação de procedimentos.
Desta forma, a Curadoria proposta para esta I Mostra de Artes Cênicas de Mogi das Cruzes, realizada a convite da Associação Cultural Quântica Laboratório de Arte Contemporânea, em seu projeto aprovado pelo ProAC, investiga formas do teatro contemporâneo suficientemente inquietas e dispostas a instaurar novas plataformas para o debate acerca do sentido atual de produzir Arte e, consequentemente, do próprio fazer teatral.
Estão aqui presentes manifestações singulares, suficientemente transitivas, capazes de produzir, pelo estranhamento ou pelo deslocamento inesperado dos discursos, exemplaridades do comprometimento de artistas atuais com a invenção de um outro mundo, dilatado em relação ao que se imprime pela herança feita de fronteirizações insustentáveis.
Dar conta da diversidade impulsionada por tais experiências é uma missão somente possível no plano da utopia. Aqui, focamos em exemplaridades que, recentemente, têm tangenciado tais aspectos. Em especial, a presença de importantes nomes da Dramaturgia Contemporânea Brasileira, como Roberto Alvim, Claudia Schapira, dentre muitos, indica a vocação por tentar perceber outras maneiras de produzir e emitir poesia, através do teatro.
Também grupos consistentes e premiados como a Cia. Do Tijolo, o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, o Club Noir, Las Nóias ou o Grupo 59 são indicadores de caminhos experimentais e formulações inusitadas e mesmo deslocadas em relação à sintaxe artística dominante.
No campo da produção de Arte para a infância e para a adolescência, também foram escolhidos projetos que tratem, tanto temática quanto formalmente, de proposições de vivências que caminham no sentido de provocar este novo sujeito para o atrito com o mundo que o envolve. Peças infantis que tenham a Morte como motivo de origem ou que proponham a experiência lúdica do silêncio, do invisível, do impensável, estão no centro de nossas preocupações.
Sobretudo, cenas de fronteira são acionadas para refletir sobre a estabilidade e sobre a instabilidade das cartografias que tradicionalmente margearam os limites daquilo que se considera Teatro. Territórios partilhados entre Teatro e Dança, Teatro e Performance, Teatro e Literatura, Teatro e Linguagens Midiáticas diversas, Teatro e Artes Visuais (escultóricas, pictóricas ou no campo dos multimeios eletrônicos) são privilegiados. Sobretudo, o questionamento da arquitetura teatral convencional é matéria de base, na utilização de espaços alternativos que resgatam ou reinventam o sentido público, e não privado, da cena.
São, assim, propostos 10 espetáculos (08 destinados ao público adulto e 02 às crianças e adolescentes), mais 03 atividades formativas (como palestras, oficinas e experimento com demonstração de trabalho cênico a partir da dramaturgia de Bernard-Marie Koltés, sob orientação de Maria Isabel Setti), que têm como missão despertar, na cidade de Mogi das Cruzes, um olhar voltado para a inquietação própria ao sentido do fazer artístico da contemporaneidade.

I Mostra de Artes Cênicas de Mogi das Cruzes
Associação Cultural Quântica Laboratório de Arte Contemporânea
Curadoria de Antônio Rogério Toscano


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Mostra de Artes Cênicas movimenta Mogi em maio com 11 peças

O mês de maio será repleto de atrações culturais gratuitas em Mogi das Cruzes. Elas fazem parte da Mostra de Artes Cênicas de Mogi das Cruzes, promovida pela Associação Cultural Quântica Laboratório de Arte Contemporânea por meio do Proac-Festivais (Programa de Ação Cultural) do Governo do Estado. As 11 apresentações teatrais começam no dia 8 para públicos de todas as idades em diferentes espaços da cidade. Entre as peças, estão os concorridos ‘Não vejo Moscou da janela do meu quarto’, vencedor de dois prêmios Shell nas categorias Direção e Iluminação, e ‘Comunicação a uma academia’, com uma indicação de melhor atriz para Juliana Galdino.
"Para nós, poder trazer estes grupos e artistas é um presente para a cidade com arte da melhor qualidade e também para realizar trocas artísticas entre nós. Como associação nos colocamos em um tripé de produção absolutamente positivo, com a sociedade civil sendo proponente e realizadora de uma ação deste porte, com suporte do Poder Público (Governo do Estado, Prefeitura) e apoio da iniciativa privada. Todos ganham, principalmente o público para quem tudo isso é feito”, explica Priscila Nicoliche, diretora do Grupo Quântica Teatro Laboratório, que tem 11 anos de atividades.

 'Comunicação a uma academia', de Roberto Alvim (Divulgação)
A abertura da Mostra será com ‘Comunicação a uma academia’, do dramaturgo e diretor Roberto Alvim, dia 8, às 20h, no Theatro Vasques. Após o encerramento, haverá um bate papo com ele, que é considerado um dos mais radicais pensadores sobre Dramaturgia Contemporânea. Esse espetáculo foi convidado para diversos festivais no Brasil e, desde sua estreia em 2010 até este ano, vem retornando em temporadas em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. A peça inclusive foi indicada ao prêmio Shell de Melhor Atriz para Juliana Galdino.
As demais apresentações serão ‘A pior banda do mundo’, de Carolina Bianchi, no dia 9, às 20h, no Theatro Vasques; no dia 11 tem ‘O gato malhado e a andorinha sinhá’, de Cristiane Paoli Quito, às 15h, no Cempre Botujuru; no dia 12 é a vez de ‘Os meninos e as pedras’, de Drika Vieira e Carlinhos Rodrigues, às 9h30 e às 15h, no Theatro Vasques; dia 15 tem ‘Ser outra’, de Ana Paula Lopez, Paty Jaia e Wesley D’Alessando, às 20h, no Theatro Vasques; no dia 16 acontece ‘Ledores do breu’, de Rodrigo Mercadante, às 20h, no Theatro Vasques; dia 18 é ‘Vai te catar’, de Roberta Estrela D’alva, às 20h, no Theatro Vasques; dia 21 tem ‘Baderna’, de Roberta Estrela D’Alva, às 20h, no Theatro Vasques; dia 22 tem ‘Os adultos estão na sala’, de Michelle Ferreira, às 20h, no Theatro Vasques; no dia 23 ‘Na solidão dos campos de algodão’, de Isabel Setti, às 20h, no Theatro Vasques.

'Não vejo Moscou da janela do meu quarto', direção Silvana Garcia (foto: Roberto Setton)
O encerramento será no dia 24, às 20h, no Theatro Vasques, com ‘Não vejo Moscou da janela do meu quarto’, com direção de Silvana Garcia, vencedor dos prêmios Shell 2014 de Direção (Silvana Garcia) e de Iluminação (Beto Bruel).
Os ingressos são gratuitos (máximo dois por pessoa) e devem ser retirados com uma hora de antecedência no local da apresentação.
Durante a Mostra acontecerão algumas atividades formativas no Casarão do Carmo. No dia 14, às 15h, haverá uma oficina sobre Dramaturgia Cênica com Claudia Schapira, do Núcleo Bartolomeu se Depoimentos que pretende apresentar a dramaturgia que nasce da necessidade de colocar palavras em ação. No dia 18, às 15h, acontecerá uma performance com Roberta Estrela d’Alva sobre spoken word, com mostra de vídeo e lançamento do seu livro ‘Teatro e Hip-Hop’. Para essas atividades não é necessário ter experiência na área. O participante deve ter acima de 14 anos e se inscrever pelo e-mail mostradeartescenicasmogi@gmail.com.
O projeto foi contemplado pelo edital do Proac-Festivais (Programa de Ação Cultural) do Governo do Estado e conta com o apoio da TV Diário, jornal O Diário, Ibis Hotel, Shibata Supermercados e Secretaria de Cultura de Mogi das Cruzes.

Mostra de Artes Cênicas de Mogi das Cruzes
Data: De 8 a 24 de maio
Local: Theatro Vasques, Cempre Botujuru e Casarão do Carmo, em Mogi das Cruzes
Mais informações: (11) 9 9780-8347 | facebook.com/grupo.quantica

sábado, 12 de abril de 2014

O Gigante de Meias Vermelhas


Adaptação coletiva livremente inspirada no conto homônimo ‘O gigante de meias vermelhas’ do livro Contos da Rua Brocá de Pierre Gripare contando a história de um gigante que precisa viajar por várias partes do mundo para diminuir de tamanho. Espetáculo produzido e apresentado gratuitamente com recursos do Programa Ponto de Cultura.

Direção: Priscila Nicoliche
Elenco: Adriana Tanikawa, Erick Pimentel, Priscila Nicoliche e Victor Roriz




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O Gigante de Meias Vermelhas


Esta é a história de um gigante que possuía uma par de meias vermelhas que eram mágicas. Este Gigante vivia muito solitário e um belo dia resolveu percorrer o mundo em busca de aventuras e amigos. Logo encontrou uma cidadezinha com regras muito estranhas e lá se apaixonou por uma linda moça chamada Mirela que adorava ovos quentes.

Entretanto, para que eles possam se casar o Gigante precisa diminuir de tamanho até chegar na altura de um homem comum e começa aí a grande aventura: Ele terá que percorrer o mundo passando pela China, Irlanda e o Brasil atrás de um grande feiticeiro, um duende e um pajé que possam ajudá-lo.

E para saber o fim desta história será preciso pegar carona na cauda de um dragão, encontrar um arco-íris, chegar até o seu final e dançar ao som dos ritmos brasileiros.



14/04 - Praça da juventude
16/06 - Escola de Artes da AJPS- Ponto de cultura Palco aberto
29/08 - Fundação MGI - Suzano
12/09 - Fraternidade Santo Agostinho - Jundiapeba
29/09 - Terminal central Mostra diálogos com os mundos
09/10 - Centro de Educação Infantil Municipal Clementina Alves Dalbelles - Convite do PC Espaço Movi
25/10 - Sabaúna
28/10 - Mogi Shopping
01/11 - Sabaúna
20/11 - Escola Municipal Marlene Muniz - Vila Moraes
2012
09/04 - Projeto Pirimpipim - Mogi das Cruzes
24/07- Festival de Inverno Serra do Itapety - Mogi das Cruzes
2013
02/02 - Festival de Verão de Mogi das Cruzes


Elenco
Adriana Tanikawa
Erick Pimentel
Priscila Nicoliche
Victor Roriz

Iluminação  
Carlos Rei

Produção
Quântica Teatro Laboratório
Ponto de cultura Diálogos com os mundos

Direção 
Priscila Nicoliche


Adaptação coletiva livre inspirada no conto ‘O gigante de meias vermelhas’ do livro Contos da Rua Brocá de Pierre Gripare.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Gigante de Meias Vermelhas encerra mostra de teatro no Terminal Central

Quântica Teatro Lanboratório em "O Gigante de Meias Vermelhas"
Durante o mês de setembro quem passou aos sábados pelo terminal de ônibus central de Mogi das Cruzes pode conferir espetáculos teatrais diferentes apresentados por grupos de Mogi das Cruzes e Suzano na Mostra Teatral Diálogos com os mundos em uma mini arena montada pelo grupo Quântica Teatro Laboratório.
A ocupação faz parte do projeto como Ponto de cultura que tem como objetivo atrair os olhares da cidade para espaços diversificados que possam servir como plataformas para o fazer artístico.
Em 2011, o grupo se apresentou nas plataformas de embarque e também em praças e ruas. “uma das maiores queixas dos artistas está relacionada a espaço, entretanto temos que pensar a cidade de modo abrangente, descobrindo locais fora daquilo que é convencional. É evidente que muitos locais precisam de algum tratamento ou intervenção para que não haja sucateamento das obras, mas espaços múltiplos existem’- diz Priscila Nicoliche, diretora do grupo Quântica Teatro Laboratório.
E encerrando a Mostra os anfitriões se apresentam com ‘O gigante de meias vermelhas’. O espetáculo que conta com uma paisagem sonora realizada ao vivo pelos atores narra a história de um gigante solitário que possuía uma par de meias vermelhas que eram mágicas e que parte pelo mundo em busca de aventuras e amigos. Logo encontra uma cidadezinha com regras muito estranhas e lá se apaixonou por uma linda moça chamada Mirela, que adorava ovos quentes.
Entretanto, para que eles possam se casar o Gigante precisa diminuir de tamanho até chegar na altura de um homem comum e começa aí a grande aventura: ele terá que percorrer o mundo passando pela China, Irlanda e o Brasil atrás de um grande feiticeiro, um duende dançarino e um pajé que possam ajudá-lo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Os Compadres Corcundas se apresentam na Mostra Teatral Diálogos com os Mundos


"Os Compadres Corcundas"
Na terceira semana da Mostra Teatral Diálogos com os mundos do Ponto de cultura do grupo Quântica Teatro Laboratório o espaço será da Troupe Parabolandos da cidade de Suzano.

O grupo foi criado em 2005 e percorreu uma trajetória de pesquisa sobre o Teatro do Absurdo, utilizando a ficção para realizar uma crítica relacionada ao comportamento da sociedade atual. Mas o grupo é também conhecido por seu trabalho de comédia e ‘Os compadres corcundas’ faz parte deste repertório. Situado numa vila distante, vivem habitantes um tanto quanto estranhos que acabam por sofrer com uma grande seca.

A partir daí uma serie de eventos ocorrem, protagonizado por dois Compadres Corcundas que, apesar desta anormal característica em comum, têm muitas outras diferenças.

O espetáculo faz parte de um núcleo de pesquisa avançada realizada com os alunos Espaço Cultural Troupe Parabolandos, denominado “Parabolandos JR.” e tem como objetivo tornar a arte e a cultura mais acessíveis às pessoas, levando até elas espetáculos teatro, circo, música e dança.

No elenco estão: Alex Velardo, Carla Shinabe, Daniel Maxuel, Débora Sacomani, Eduardo Brite, Fernanda Costa, Nayara Valentini,Renan Cardoso com produção de Rafa Marcondes e direção de Gell Marcondes.


Mostra Teatral Diálogos com os mundos
Espetáculo: Os compadres corcundas
Grupo: Troupe Parabolandos
Direção: Gell Marcondes
Onde: Terminal central de ônibus de Mogi das Cruzes- prox. a estação de trem
Quando: 22 de setembro
Horário: 11horas
Duração: 45 minutos
Quanto: Gratuito
Classificação etária: livre

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Espetáculo "Varre Dor de Vadiagem"

Rodirgo Romão Batista em "Varre Dor de Vadiagem"
 Neste sábado (15) será a vez da Clara Trupi de Ovos e Assovios, ocupar a arena montada pelo Ponto de Cultura Diálogos com os mundos do grupo Quântica Teatro Laboratório no Terminal de ônibus central de Mogi das Cruzes com seu Varre Dor de Vadiagem.

O espetáculo encenado por Rodrigo Romão Batista que também assina direção, concepção dramatúrgica e a direção de arte traz a história de um varredor de rua que vive seu oficio num contato íntimo, grotesco, lírico com seus espectadores-personagens, que vivenciaram e participaram com significância de toda uma reinventada passagem de vida deste brincante varredor.

O espetáculo retrata o avesso da exclusão social, foge da imagem do varredor como um indivíduo a margem, invisível aos olhares das ruas: coisificado, incorporando a imagem des-humanizada do espaço urbano e faz surgir um ser criativo, pensante, grotesco, sonhador, que preza pela comunhão, pelo contato com o outro, imaginando inúmeros contextos que talvez lhe seja abdicado neste panorama de exclusão que nos choca e torna a todos Criadores e vivenciadores dessa montagem.

Serviço
Mostra Teatral Diálogos com os mundos
Espetáculo: Varre Dor de Vadiagem
Grupo: Clara Trupi de Ovos e Assovios

Ponto de Cultura Diálogos com os mundos ocupa o Terminal Central com Mostra de Teatro


"A Quase Morte de Zé Malandro"
No mês de setembro o Terminal central de ônibus ganhará uma mini arena teatral. É a ‘Mostra Diálogos com os mundos’ realizada pelo Ponto de Cultura do grupo Quântica Teatro
Laboratório.

A mostra reunirá quatro grupos de Mogi e Suzano com espetáculos livres para todos os públicos e que prometem encantar o público. Pelo local passarão Compadres Corcundas
enfrentando a seca, Zé Malandro tentando driblar a Morte, um brincante Varredor de ruas e até mesmo um Gigante com meias mágicas que precisa diminuir de tamanho. Sempre aos
sábados às 11h.

O objetivo é mais uma vez surpreender o público que estiver circulando pelo local e atrair as pessoas para um espaço diferente para apresentações. No ano passado, o grupo realizou uma
série de intervenções nas plataformas dos ônibus e a exibição de vídeos nas paredes externas do local o que causou bastante impacto nas pessoas que aguardavam seus coletivos. Este ano a ocupação será indoor, ou seja, no hall do terminal que vem sendo ocupado em geral por exposições fotográficas. Criar novas possibilidades e meios de utilizar espaços diversos na cidade é o principal desafio do grupo em seu projeto como Ponto de Cultura.

O público excedeu 60 espectadores espontâneos, dentre amigos, familiares, artistas e transeuntes que pararam para apreciar o trabalho do Grupo Fantochia

‘É também um convite aos artistas para ocupar outros espaços diferentes dos tradicionais e uma oportunidade de encontrar e formar novos públicos. Em muitos lugares do mundo é normal encontrar espetáculos, concertos em parques e outros lugares diferentes dos teatros tradicionais e em horários diversos. Em São Paulo isto também já ocorre. Precisamos ter olhos e ouvidos atentos para a cidade, para encontrar novos públicos’. – diz Priscila Nicoliche, diretora do grupo Quântica Teatro Laboratório.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mostra Teatral "Diálogos com os Mundos"

Continuando os trabalhos do  projeto do Ponto de Cultura "Diálogos com os Mundos - Territórios e Estratégias", o Grupo Quântica Teatro Laboratório e Associação Cultural Quântica Laboratório de Arte Contemporânea traz para o Terminal Central de Ônibus de Mogi das Cruzes a mostra de teatro que ocorrerá em setembro de 2012.

Durante 4 sábados, às 11 horas, os moradores de Mogi das Cruzes e transeuntes poderão assistir aos grupos Fantochia, Clara Trupi de Ovos e Assovios, Troupe Parabolandos e Quântica Teatro Laboratório em produções infantis, infanto-juvenis e adultas. Confira a programação a seguir:


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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Experimento Brecht

A montagem da Cia. Teatral 60 na Kombi (nascida da oficina de formação teatral do Ponto de Cultura Diálogos com os Mundos em parceria com a Escola de Artes da AJPS) baseia-se nas peças didádicas da Bertolt Brecht e lança a questão "O homem ajuda o homem?"

O homem que desafia a natureza para evoluir tecnologicamente (O Voo Sobre o Oceano), as contradições da tradição e o conflito da mesma com o pensamento que evolui (Aquele que diz sim/Aquele que diz não), a ascenção da revolução (A Decisão) e o grande inquérito: o homem ajuda o homem? E o coletivo que engole o individual (A peça didádica de Baden Baden sobre o acordo).

A montagem estreia no dia 21 de outubro de 2011 no Auditório do Centro Cultural da UMC, Entrada franca e classificação etária de 14 anos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tudo hoje em dia leva Plástico (2)

Depois de cinco meses (ufa) de trabalho de edição, já está no ar a versão de rua do espetáculo Identidade I: Plástico. O vídeo está disponível no canal do grupo no YouTube (acessível no link "YouTube", acima). A principal modificação foi a movimentação (adaptada ao terreno) e a ocupação espacial, como haveria de ser. O elenco também mudou - em comparação com a versão de 2007 - sofrendo a redução de um integrante.

A apresentação do espetáculo era alternada com a exibição dos vídeo "Poéticas do Concreto" (também disponível no canal) no Terminal Central de Ônibus de Mogi das Cruzes.

A edição está bem pop, vale a pena conferir!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Como se forma um artista

Atirem pedras em mim ao terminar de ler aquele que não concorda comigo!

Desde 2009 integro o grupo Quântica Teatro Laboratório à convite da diretora, Priscila Nicoliche, mesmo fazendo teatro apenas há dois anos e dança há um. Foi um convite inesperado, eu confesso, mas desde então venho tendo experiências ótimas e que eu tenho certeza que eu não teria se fizesse parte de uma grande companhia que ia querer apenas que eu repetisse o que o coreógrafo e o dramaturgo faziam.

Meu primeiro trabalho no grupo foi a peça "A Máquina - Uma Leitura Frankeinsteiniana de Hamlet", baseada em linguagens como o teatro pós-dramático, teatro épico, dança-teatro e diálogos entre teatro e tecnologia. Mas esse primeiro trabalho não foi no palco. Para se ter uma noção, nesse dia eu era chamado de "estagiário" à torto e à direito. De remendar o figurino de Ofélia Elizabeth à iluminação eu fiz de um tudo, e a maioria no susto (como foi o caso da iluminação). Mas enfim, naquele dia eu aprendi a manusear uma mesa de luz (ainda que com o Felipe me falando ao celular o que eu deveria fazer - inclusive eu perdi meu celular naquele dia, em Guarulhos).

Acho que só em maio que eu fiz meu primeiro trabalho artístico pelo grupo. Na performance "Cotidianos Ordinários". A produção desta foi ótima, com direito à boneca inflável estourando no camarim (depois disso ela nunca mais foi a mesma).

O fim do ano chegou e com ele a notícia que o projeto do Pontode Cultura Diálogos com os Mundos: Territórios e Estratégias foi aprovado. Com isso o trabalho dobrou. Não triplicou.

Onde quero chegar é no ponto em que eu reforço: são experiências e aprendizados que nenhuma universidade pode dar. Um curso superior não ia me ensinar a usar uma mesa de iluminação em apenas quinze minutos, ou me ensinar coisas "avançadas" do teatro com a compreender o teatro pós-dramático e com certeza na universidade eu nunca ia precisar carregar refletores pra traseria de uma caminhonete e depois limpar todos os objetos de cena, cenário e extensões (que sujaram na chuva que a gente tomou em Taiaçupeba).

Não estou dizendo que o curso superior não é necessário. Sim, ele é muito bom... mas não só de teoria vive um artista, e nem sempre a prática da pura teoria é suficiente. Às vezes é preciso concertar uma extensão que está com mau-contato para aprender a impostar a voz...

Victor Roriz

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Lendo Brecht

Bem, primeiramente eu sou ainda um ator em formação e portanto sei muito menos do que eu queria sobre esse dramaturgo, teatrólogo e compositor chamado Bertolt Brecht.

Até por que, ousar falar dele pode me custar retaliações dos brechtianos ortodoxos, mas não tenho a intenção de destrinchar a obra dele ou fingir que eu entendo tudo de teatro épico. Ao contrário, quero apenas relatar meu contato com esse cara alemão do século passado.

Meu primeiro contato com Brecht foi nas aulas de teatro da Escola de Artes da AJPS, com Priscila Nicoliche como professora. A gente estudava as formas de fazer teatro dele. Teatro tem que ser diversão, não pode ser um recurso alienatório; as pessoas tem que ir por que querem ao teatro, se divertirem e refletirem sobre o que viram. Era essa a proposição que me foi apresentada nas aulas.

Dentre os recursos de cena que estudamos o meu preferido foi comentário crítico, quanto o ator se desveste do personagem e comenta a ação, cena, ou os sentimentos da personagem. Tudo para desmistificar a figura do personagem que começa a alienar o público. Ruptura.

Ruptura não só na ação cênica mas também com os moldes do teatro tradicional que nos são enfiados goela à baixo como única forma verdadeira de se fazer teatro. Texto decorado, nada de dança no lugar do texto, teatro só no palco italiano e interpretação stanislavskiana.

Não, com certeza esse não é o único jeito de se fazer teatro no ocidente. Nem no mundo. Até por que as formas clássicas orientais são outras e também são questionadas pelos artistas contemporâneos do Oriente.

"E então ele furou os olhos com os alfinetes da roupa da mãe". É uma frase que eu usaria caso estivesse fazendo Édipo e chegasse ao desfecho do espetáculo. O teatro épico que se afasta da ação, dos personagens, para propor a reflexão. O que leva Édipo a se punir pelo casamento incestuoso, de um ponto de vista crítico?

Aliás essa não é a única relação que posso estabelecer. Antígona, a terceira parte da história de Édipo, cujos versos foram as últimas palavras de Sófocles, foi reescrita por Brecht (que eu ainda não tive chance de ler ou ver).

E onde quero chegar com isso tudo?

Talvez a lugar nenhum. Como eu já disse, sou apenas um ator em formação. Aprendi ontem o que é parábase. Mas quero deixar registrado que não existe apenas uma forma de se fazer teatro. Tanto na criação, na dramaturgia e nas montagens. O que leva alguém a afirmar que as peças didáticas (O Voo sobre o Oceano; A peça didática de Baden Baden sobre o acordo; Aquele que diz sim/Aquele que diz não; A decisão) são quase impossíveis de serem montadas? Com certeza a concepção de um teatro clássico, que leva à risca as rubricas e declama cada vírgula do texto. Ou que só existe um modo de se montar Brecht, como dirão os brechtianos ortodoxos.

Enfim, enquanto prevalecer essa visão preconcebida do teatro tradicional como único válido, Brecht continuará sendo impossível de ser montado direito, ou o teatro épico deixará de ser válido como uma das formas mais interessantes de montagem.

Victor Roriz

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A cidade como palco para fazer Arte

O grupo Quântica Teatro Laboratório através do Ponto de Cultura Diálogos- Estratégias e Territórios vem utilizando a cidade como palco para apresentação de seus trabalhos. A primeira ocupação artística foi no terminal central de ônibus de Mogi das Cruzes com a ação 'Poéticas do concreto' com a exibição da primiera série de vídeos que levam o mesmo nome e do espetáculo 'Identidade I - Plástico'.

Agora são as praças com a perfomance Autômato Mundi, apresentadas na Oswaldo Cruz, Sabaúna e Taiçupeba. O trabalho faz parte do projeto 'Sitiados' e de modo irônico provoca os sentidos, reflete sobre a cidade e seus modos conservadores e voltados aquilo que é apenas aparência.

Uma mulher passa roupas, outra bebe champanhe ao lado de uma privada. Mais adiante um homem conversa com uma boneca inflável enquanto outro procura comida no lixo. Todos em trajes de gala dançam de pernas para o ar. Valsam com suas máscaras sociais, disputam poderes, mulheres, amores.

Ao fim, sozinhos, as máscaras não resistem mais.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"1984"

É impossível dizer que este é um livro que passa batido. A história narrada por George Orwell é tão fictícia quanto real; é uma sociedade tão atemporal que é possível compará-la com qualquer organização social de qalquer período histórico. Sem dizer que é uma obra que influencia desde músicas (como Nineteen Eighty Four, de Tina Turner) quanto programas de tv (como os reality shows, sendo que o Big Brother faz maior alusão).
O Grande Irmão está te vendo, em tradução livre

O livro

A história tem como plano de fundo uma ditadura comunista que controla de tudo: desde os racionamentos de comida até o que as pessoas pensam. A ideologia do governo apresenta-se com o nome de Ingsoc (Socialismo Inglês), e o partido pela efígie do Grande Irmão (Big Brother) como o lema "Guerra é paz, Liberdade é escravidão, Ignorância é Força".
O partido que governa a Oceania (território que abrange a Oceania, as Américas, a Groenlândia,a Islândia, o Reino Unido e o Sul da África) controla o povo através das teletelas, aparelhos que ficam ligados 24 horas por dia que monitoram os moradores e exibem programas e músicas ao mesmo tempo (uma junção de câmera, televisão e rádio).
Outro meio interessante usado pelo governo de manipular a população é pelos ministérios Miniamo (Ministério do Amor, responsável pelas torturas, espionagem e controle da população), o Minifarto (Ministério da Fartura, responsável pelo racionamento de comida e a economia), o Minipaz (Ministério da Paz, responsável pela guerra contra os territórios da Lestásia e da Eurásia) e o Miniver (Ministério da Verdade, responsável pela manipulação de fatos históricos e sociais).
Além disso, existe a novilíngua, idioma oficial do governo - apesar do inglês ser o idioma coloquial - que resume as palavras para controlar a população também. Um exemplo citado no livro. As palavras melhor, ótimo e mau são vetadas da novilíngua, no lugar das mesmas são usadas variações da palavra "bom". Melhor se torna plusbom, Ótimo se torna dupliplusbom, e Mau ou Ruim é imbom.

O que isso nos interessa

No processo de criação de "Sitiados" o que nos interessa de 1984 é a sociedade de controle e a figura do derrotado. 
O protagonista da história, Winston Smith, se mostra como a figura do derrotado: o homem que trabalha para o governo, é vigiado pelo governo em seu aparamento pobre, é contra o governo, e tenta se esconder e rebelar contra o mesmo.
Já o plano de fundo, as teletelas, o Grande Irmão, o Partido Interno, a novilíngua, se mostram como símbolos da sociedade de controle, que busca mostrar ao povo como agir, pensar, falar, trabalhar, viver e morrer.


1984 ou Nineteen Eighty Four, 326 páginas
Escrito por Eric Arthur Blair com o pseudônimo George Orwell
Lançado em 1949
Editora Secker and Warburg, Londres - Reino Unido

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Autômato Mundi

No convite do facebook está bem claro: Venha descobrir o que pessoas em roupas de gala, uma mesa de jantar, uma privada, uma tábua de passar e uma boneca inflável colocados em praça pública tem em comum?

A performance está na programação do Festival de Inverno do Alto Tietê e contará com três apresentações (Centro, dia 03/07; Taiaçupeba, dia 23/07; Sabaúna, dia 30/07). O objetivo principal da apresentação é provocar o olhar do público e mostrar o quão ordinário o cotidiano dos ricos e famosos pode ser.

Centro: 03/07, Pça. Oswaldo Cruz, 11h
Sabaúna: 23/07, às 18h
Taiaçupeba: 30/07, às 18h